“Combater a violência e a desigualdade é uma tarefa coletiva, e, sem isso, não podemos transformar essa triste realidade que vivemos”. O alerta é da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), que destacou esta semana, em pronunciamento no Senado, o início da campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, que ocorrerá entre 20 de novembro e 10 de dezembro.
O movimento, lembrou a parlamentar, reúne ações do Congresso Nacional, do poder público e da sociedade civil para enfrentar a violência de gênero e as desigualdades étnico-raciais.
Ela lamentou que, em 2023, o Brasil tenha registrado, em média, um feminicídio a cada seis horas. “Foram 1.463 mulheres assassinadas, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esses dados são um alerta gritante. O Atlas da Violência de 2025 revelou que, entre 2022 e 2023, o número de homicídios femininos no Brasil teve crescimento de 2,5%, contrariando a tendência de redução dos homicídios em geral, observada desde 2018. A média nacional chegou a dez mulheres mortas por dia no País”, disse.
A senadora afirmou que políticas públicas voltadas às mulheres devem ser prioridade nos orçamentos federal, estadual e municipal, com foco em ações preventivas e investimentos em saúde, educação e segurança. Zenaide também sugeriu que a Lei Maria da Penha seja ensinada nas escolas e que campanhas permanentes expliquem o significado e a gravidade do feminicídio.
“A construção de uma sociedade livre da violência e do preconceito é uma tarefa de todos nós. Essa militância é coletiva, inegociável e civilizatória. Ou investimos na educação de todos, ou reduzimos a desigualdade social — o que depende de uma educação pública de qualidade, em tempo integral, para todos —, ou nós não vamos diminuir a violência contra a mulher, em sua grande maioria”, concluiu a senadora.